Insônia, é claro.
Sei que vou ficar acordada até, no mínimo, seis horas. Mas hoje eu não durmo, tenho que fazer um monte de coisas. Mas ainda não chegou a hora. O lado legal de se ter um blog é que a gente pode usar de vez em quando pra falar qualquer tipo de merda. E olha, eu sou boa nisso. Sentada aqui, não tendo nada pra fazer (na verdade eu não estou afim de fazer nada), eu fico pensando em tudo quanto é tipo de coisa. Fico pensando em quando vou me alimentar direito, na hora que vou lá na cozinha fazer café, pra não acabar dormindo; que horas vou querer comer novamente...
Me pergunto se eu tenho câncer, ou algum tipo de tumor. Se algum dia eu vou cuidar dos meus problemas de coluna. Se eu vou ter tempo pra fazer isso...
E acho que eu posso falar de qualquer coisa, que nem de quando eu acordei e o porteiro me ligou dizendo que mais cedo estava vazando gás aqui em casa. Bom, por pouco eu não morri. E isso não me faz bem. A última vez que isso aconteceu, eu, junto com meu irmão e minha cunhada, demos um 360° básico na estrada a caminho de Lorena, onde eu ia fazer a minha inscrição pra Fuvest. Logicamente, fiquei com o cu na mão toda vez que fui viajar de novo, inclusive quando ia fazer as provas de vestibular. Hoje em dia sou um pouco mais tranquila em relação a carros, mas é claro que existem neuroses novas. Agora eu sempre vou checar pra ver se não está vazando gás aqui em casa, ou então vou acordar com medo de estar vazando já, porque não vou saber que medida tomar.
Eu tenho um pouco de medo de mim, às vezes. Ano passado, no fim do semestre (é lógico que deixei tudo pra última hora), eu resolvi me dedicar a tudo ao mesmo tempo, tinha trabalhos, textos e mais textos pra ler, coisas deram errado (sempre! sempre! sempre! nada sai como eu planejo), e eu acabei por ter que fazer um super trabalho de literários pra salvar minhas notas e talvez conseguir a habilitação de inglês. Resultado: comecei a virar um panda de olheiras enormes, me sentia mal frequentemente, vivi numa espécie de sinestesia muito louca por dias a fio, me sentia completamente ansiosa sempre, estressada até a morte, tive ataques de raiva contínuos, chorava... E no último dia de aula... Bom, era o último dia de aula! Adeus aulas de literários, eu passava MAL, estava completamente nervosa, não consegui revisar muito bem o meu trabalho, não tive bom senso na hora dos últimos retoques, me prometi que não choraria diante do meu professor, e é lógico que tudo deu errado. O gran finale foi uma crise meio fóbica dentro de sala de aula, na qual eu não conseguia me retirar da sala pra sofrer sozinha, com direito a choro na frente do professor, e uma espécie de pena vinda dele. Surreal. É claro que eu terminei de sofrer andando a esmo pela faculdade, depois enchendo a cara em casa. Depois disso fui tentar me recuperar em casa, onde meus pais festejaram por dias (fim de ano), eu li, tentei relaxar, e por fim, resolvi voltar pra estudar mais. Estou traçando meu caminho para ser uma grande workaholic no futuro.
Bem, hoje eu tento lidar com as minhas neuroses, tento separar o real do "maluco" e do "paranóico" e conseguir conciliar meu tempo. Tenho que cuidar da minha casa, dos meus estudos e de mim, principalmente. Quem sabe um dia eu não chego lá.